ESTUDANTES POR UM RETORNO SEGURO

     No dia 23 de Setembro de 2021,  a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, publicou a resolução n° 0860/2021, que dispõe sobre as medidas de prevenção, monitoramento e controle da COVID-19 nas instituições de ensino públicas e privadas do Estado do Paraná.  

    A resolução apresenta que somente os estudantes com comorbidades, grupo de risco e com atestado terão o direito de estudar de maneira remota, deixando de lado os estudantes que optaram pelo remoto pelos mais diversos motivos. Com a pandemia milhares de estudantes tiveram a renda de sua casa diminuída, como irão pagar a passagem para ir à escola? E os que moram com pessoas de grupo de risco? Já pensaram sobre os estudantes que tiveram que começar a trabalhar?

    Além disso, centenas de escolas ainda não têm estrutura suficiente para receber os alunos em sua totalidade. O tribunal de contas do Paraná divulgou que quase 15% das escolas não têm sequer uma janela adequada para manter a ventilação que evita o contágio da doença. Sem contar que 32% das escolas não têm condições de garantir o abastecimento de água para todos os estudantes todos os dias. Sair de casa, em uma pandemia, sem a garantia de que poderá lavar as mãos ou abrir as janelas da sala é um absurdo.

    Dessa maneira, o retorno das aulas não deve ser obrigatório, ainda mais quando as escolas não tem estrutura para retornar e  não possuem  os insumos básicos para garantir a segurança, realidade que infelizmente é muito presente no Paraná. Precisamos de um retorno seguro e gradual, onde os estudantes que não conseguem ir presencialmente tenham o apoio pedagógico necessário e os estudantes que voltaram tenham toda a estrutura física e sanitária e acompanhamento pedagógico e psicológico.

    Por isso, nós da União Paranaense dos Estudantes Secundarista - UPES, entendemos a importância de estar dentro das salas de aula, mas mesmo assim não pode ser algo obrigatório em uma pandemia. Sendo assim, defendemos que as atividades sejam retomadas de forma gradual, garantindo o acesso remoto através do ensino híbrido, com presença física dos discentes optativa.

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