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A SITUAÇÃO DO COVID-19 NO MUNICÍPIO DE COLOMBO


Por Letícia Fernanda/ Redação UPES



Isis Larissa, estudante secundarista e presidenta do Grêmio Estudantil Inova do IFPR Campus Colombo, passou na sexta feira dia 19/06 pela situação que muitos cidadãos da cidade vêm enfrentando todos os dias: a superlotação do transporte público em meio à Pandemia do COVID-19.



No caminho ao psicólogo, ela percebeu e se indignou com a lotação dos ônibus. Em uma carta aberta à prefeita Beti Pavim, no Facebook, Isis relata: “Nesta semana precisei fazer uso do transporte coletivo de Colombo para uma consulta médica. Chegando ao terminal do Roça Grande, percebi o descaso das entidades responsáveis no quesito conscientização da população em relação ao COVID-19. No transporte público de Curitiba os ônibus só saem se todos os passageiros estiverem sentados, há fiscais que tiram foto do interior dos veículos, assegurando assim, que não haja aglomerações de pessoas, há também faixas no chão dos terminais indicando o distanciamento a ser seguido. Já em Colombo, não vemos nada disso, os passageiros não tem o menor amparo por parte dos órgãos competentes. Conversei também com usuários do terminal do Maracanã e eles relataram que a situação é a mesma, porém, o número de pessoas aglomeradas é bem maior.”



A organização responsável pela fiscalização dos ônibus em Colombo é a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC), que desenvolveu no terceiro dia do mês de junho um debate sobre a alternância de horários de funcionamento das empresas para evitar essa lotação em horários de pico, saiba mais em: <http://www.comec.pr.gov.br/Noticia/Comec-debate-transportecoletivo-com-prefeitos-da-RMC>. Entretanto, até agora a situação continua a mesma na cidade.


Além disso, apesar das normas de segurança como obrigatoriedade do uso de máscaras, sugestão do uso do álcool em gel, proibição de aglomerações e higienização dos ambientes públicos, a fiscalização por parte da prefeitura municipal tem sido fraca levando-se em conta que não há hospitais em Colombo além da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Maracanã.



Por outro lado, a própria população não tem levado a situação da Pandemia a sério. Muitas pessoas, principalmente idosos que fazem parte do grupo de risco, saem de suas casas sem máscaras, ou as utilizam de maneira errada, sem contar que muitos não respeitam o isolamento social como o caso do estabelecimento que realizaria uma festa para 100 pessoas na quinta-feira dia 18 (confira: http://www.colombo.pr.gov.br/), entre outros casos de lotação em bares e restaurantes.



Muitos são os questionamentos: a prefeitura e as organizações públicas deveriam tomar medidas mais duras de prevenção e fiscalização? A população deveria ter mais consciência e responsabilidade? Tem faltado informação? O sistema de saúde dará conta da demanda? Os ônibus continuarão lotados? Enquanto isso Colombo passa dos 150 casos confirmados e atinge 5 mortes.



Sobre a autora: Letícia Fernanda de Abreu é estudante de técnico em alimentos integrado ao ensino médio pelo IFPR Campus Colombo, feminista e presidenta da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Colombo, conduzindo o movimento estudantil na cidade. Pretende prestar vestibular para jornalismo no próximo ano. Ama animais, adora dançar, escrever, falar em público, desenvolver projetos e nas horas vagas curto um pagodinho. Instagram: lele_fernanda03.


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