• Redação UPES

Decreto de Lockdown suspende as aulas presenciais no Paraná

O governo do Paraná anunciou novas medidas protetivas restritivas à covid-19, decretando 9 dias de lockdown que suspendem as aulas presenciais de todas as escolas paranaenses


Foto: Lineu Filho/Tribuna do Paraná.


Devido ao aumento do número de casos e a flexibilização das restrições que vinham acontecendo nos últimos meses, o governo do Paraná publicou um novo decreto que estabelece o Lockdown no estado entre os dias 27 (vinte e sete) de fevereiro e 08 (oito) de março.


O decreto suspende o funcionamento de serviços e atividades não essenciais, assim como aplica o “toque de recolher” entre as 20 (vinte) e 05 (cinco) horas. Também consta a suspensão das aulas presenciais em escolas estaduais públicas e privadas, inclusive nas entidades conveniadas com o estado, cursos técnicos e em universidades públicas ou privadas.


A publicação do decreto apareceu dias depois da SEED negar participar da reunião solicitada pela UPES para tratar sobre o retorno das aulas presenciais no estado, alegando estar com muitas demandas. (https://www.instagram.com/p/CLwvEJwrtnn/?igshid=1oj3ddwmjkrs6)


Mesmo que o tempo estipulado para a duração do Lockdown contemple a data prevista para o retorno presencial no estado, não há nada que suspenda as aulas ou garanta a segurança dos estudantes após essa data.


O Lockdown pode ser a única alternativa no momento, mas não terá saldo positivo se, após os 09 (nove) dias os estudantes retornarem às salas sem a garantia de sua segurança e sem a vacinação dos profissionais da educação.


Portanto, se há a necessidade de um fechamento total no estado, proibição de circulação e, como consta no próprio decreto, uma “Intensificação da fiscalização para cumprimento das medidas", como pode ser tão bem atendido um retorno presencial nas nossas escolas? Ressaltando que a educação segue sofrendo cortes e os profissionais da educação não estão na lista de priorizados para a vacinação, será que estamos preparados para este retorno? Com leitos acabando e hospitais em suas lotações máximas, oxigênio sendo comercializado como ouro e pessoas furando as filas de vacinação, a expectativa não é muito alta.


O decreto deste lockdown não é uma solução para melhorar vidas, mas de cessar mortes, que são, hoje, incontáveis. Esta opção ameaça diversas famílias que dependem do seu pequeno negócio para sobreviver e significa várias demissões dos nossos trabalhadores, então, será mesmo que precisaremos fazer testes para depois desta data e arriscarmos entrar em mais um fechamento completo das nossas atividades? Não precisamos pagar para ver, precisamos garantir a segurança para salvarmos a vida! Fiquem em casa.




Sobre a autora: Thaís Verônica é estudante do curso Técnico em Informática integrado ao Ensino Médio no IFPR, Campus União da Vitória. Começou a se envolver com o movimento estudantil neste ano de 2020, com 15 anos. Artista frustrada e aspirante a jornalista, segue aliando-se aos movimentos sociais.


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