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Estudantes do IFPR desenvolvem análise: “Clones – réplicas equivalentes ou substitutos descartáveis?

Proposta de trabalho de filosofia leva alunos do IFPR - Campus Colombo a discutirem sobre ética e avanços tecnológicos


Por Leticia Fernanda/ Redação UPES

O Instituto Federal do Paraná é uma instituição pública que garante aos seus estudantes um ensino de qualidade. Através de propostas de trabalho apresentadas por seus professores, os alunos são convidados a pesquisar e realizar análises críticas sobre diversas questões presentes em nosso cotidiano.

Um exemplo disso é o trabalho desenvolvido pelos estudantes Juliano da Silva Filho, Luiz Henrique Lopes Coutinho e Marcos Zimmer Cardin, que cursam técnico em informática integrado ao ensino médio no IFPR Campus Colombo, com base na sugestão do professor de filosofia do Campus: “A tecnologia está avançando de forma extremamente rápida; em pouco tempo, teremos que nos perguntar se certas ações seriam éticas”, os alunos deveriam escolher então, a partir desta ideia, um tema baseando-se em livros e filmes.

A análise desenvolvida pelos meninos tem como título “Clones: réplicas equivalentes ou substitutos descartáveis?“, e foi baseada no filme “Fragmentado”, dirigido por M Night Shyamalan, e nos pseudônimos utilizados nos textos de Fernando Pessoa. Como revisão de literatura, os estudantes trouxeram as ideias de John Locke, importante filósofo inglês que afirma: "O homem nasce como se fosse uma folha em branco"; e de Maurício Santos, que diz: "Em sua constituição, o ser humano, ente complexo e de difícil definição, constrói-se a partir de um universo imenso de variáveis e interferências. As matrizes determinantes do comportamento humano são imprecisas, difusas em seu universo relacional, e a análise destas matrizes costuma ser balizada por correntes filosóficas distintas, que partem de pressupostos distintos. Não cabe, no entanto, buscar definir ou erigir uma destas como a “correta” ou “mais confiável”, mas sim perceber que o ser humano é uma mescla de todas as concepções possíveis".

Juliano, Luiz e Marcos, conduziram as demais discussões do trabalho com teses, as quais afirmam que “O ser humano é complexo demais para ser definido por algo substancial como seu nascimento (no caso dos clones, de sua criação); Por definição, o ser humano é um animal que possui intelecto, portanto é capaz de raciocinar e ter suas próprias ideias; O meio social do homem e capaz de moldá-lo e mudá-lo; Alguém é aquilo que ela acredita ser, se ela acreditar ser uma pessoa, isso será então, a verdade.”

Como conclusão, eles afirmam que “Clones são mais do que simples cópias, eles podem fazer tudo que as outras pessoas podem, eles são capazes de raciocinar e ter suas próprias ideias. Tratá-los como objetos ou algo a menos do que um ser humano, é diminuir a si próprio, esquecendo que por definição, o que difere os humanos dos outros animais é o intelecto; a partir do momento em que o clone também o possui, ele é tão humano quanto qualquer um de nós.“

Este é um dos trabalhos acadêmicos que reforça a importância do investimento em um ensino técnico que incentive estudantes de todas as regiões a contribuírem e participarem do desenvolvimento de nosso país. Valorize as pesquisas, teses e artigos dos estudantes secundaristas do Paraná. Vale a pena conferir a versão completa do trabalho destes jovens!



Sobre a autora:Letícia Fernanda de Abreu é estudante de técnico em alimentos integrado ao ensino médio pelo IFPR Campus Colombo, feminista e presidenta da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Colombo, conduzindo o movimento estudantil na cidade. Pretende prestar vestibular para jornalismo no próximo ano. Ama animais, adora dançar, escrever, falar em público, desenvolver projetos e nas horas vagas curto um pagodinho. Instagram: lele_fernanda03.

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