• Redação UPES

Os resultados do IDEB no Paraná demonstram uma melhora no ensino, mas...

Porém, tais números são baseados nos resultados da Prova Paraná, que teve um processo no mínimo, traumático.

Por Igor de Lucca



Diversos noticiários ao redor de nosso estado têm repercutido sobre o suposto salto na qualidade do ensino público paranaense, após divulgação recente dos números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Os números de fato demonstram um crescimento, com o Paraná hoje ocupando o quarto lugar no ranking de melhores escolas do Brasil, quando se faz uma média entre os resultados das três etapas de ensino (anos iniciais, fundamental e ensino médio), tanto das escolas públicas quanto das privadas.


Porém, tais números são baseados nos resultados da Prova Paraná, que teve um processo... No mínimo, traumático. Como noticiado por este mesmo portal, a Prova Paraná foi uma série de avaliações feita com o objetivo de ‘preparar’ os estudantes para o teste oficial do IDEB. Durante o ano de 2019, a UPES recebeu denúncias de estudantes que foram constrangidos e/ou coagidos a fazer a prova, assim como colégios onde houve comparações entre a nota dos e das estudantes, com prêmios para as maiores, e advertências para menores notas.


O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica foi criado com o objetivo de avaliar o cotidiano do ensino público e privado de todo o nosso país. Quando a Secretaria de Educação cria uma rotina focada unicamente nesta prova, duas coisas, inicialmente, ocorrem: Primeiro, a redução em conhecimentos gerais, já que foi relatado aumento nas aulas de português e matemática, em detrimento das outras matérias.


Segundo, mas não menos preocupante, o sentimento de desânimo gerado por uma rotina escolar que preza mais o momento de testes que os momentos de aprendizagem entre os estudantes. É sabido que há uma crescente nos casos de depressão, principalmente na parcela mais jovem da sociedade, entre 12 e 26 anos. Com uma educação básica de qualidade, que seja vista e pensada como formação de seres humanos em sociedade, até desafios como esse se tornam mais fáceis de ser superados.


A Secretaria gerida por Feder não pensa a educação assim. Feder é contra a liberdade de pensamento e de organização de estudantes e servidores públicos. O processo da Prova Paraná visava apenas um aumento nos números, enquanto nossas escolas continuam sem estruturas básicas de funcionamento pleno, enquanto o Governo altera os currículos escolares, até que a única solução viável para nosso ensino seja a privatização.


Os secundaristas do Paraná não permitirão que isso aconteça! Em cada conquista na educação, existe a marca do movimento estudantil, e a UPES seguirá na linha de frente em defesa de nossas escolas e de todo o sistema de ensino público, com a mesma garra que tivemos liderando o Boicote à Prova Paraná, e forçando o Ministério da Educação a adiar o Enem!


Igor de Lucca, curitibano de 22 anos, já atuou no Movimento Estudantil como Diretor de Comunicação da União dos Estudantes Secundaristas de Arapongas (UESA) e da UPES, e também como Diretor de Cultura na União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), e no Grêmio Estudantil do seu colégio. Atualmente preside a União da Juventude Socialista de Curitiba.



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