• Redação UPES

Preze pela vida e ciência. Vacine-se !!


Foto: Dado Ruvic/Reuters


Após um longo período de incertezas e complicações, decorrentes da agenda negacionista do presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, que optaram pela promoção de remédios milagrosos e cientificamente ineficazes, inicia-se no Brasil, o plano de imunização. Contudo, o país enfrenta agora uma nova problemática: o movimento antivacina. O Brasil, que possui um dos maiores planos de imunização do mundo, o PNI (Plano Nacional de Imunizações) e serviços gratuitos prestados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), dava indícios, há mais de uma década, que a crença à ciência não se sustentava em nossa sociedade, mesmo com programas de conscientização por parte do poder público quanto a importância de sua aplicação. Deste modo, o país enfrenta, desde 2011, reduções nas taxas de vacinação, tendo seu ápice, após 25 anos, em 2019, onde nenhuma das 15 vacinas ofertadas para o público atingiram a meta de 95% de cobertura. O cenário é preocupante, já que doenças erradicadas começam a ressurgir, e com elas, vidas voltam a ficar em risco. No entanto, a situação se tornou ainda pior com a atual gestão, que se mostrou irresponsável e contrária ao estudo científico e ao trabalho demasiado dos mesmos - e aqui, não me refiro a utilização de vacinas sem a importante aprovação da ANVISA, e sim, como o país tem se organizado e como as autoridades têm se comportado em relação ao assunto - pois, o plano de imunização, citado anteriormente, apresenta lacunas, segundo especialistas; a quantidade de agulhas e seringas asseguradas até o momento não serão suficientes para a cobertura de toda a população (e a compra das mesmas está suspensa, disse o presidente); a falta de insumos para a fabricação dos imunizantes, que não foram adquiridos com antecedência pelo governo federal, podem atrasar a vacinação; e a logística, quanto a sua entrega e distribuição, ainda não está clara. E, ao mesmo tempo, como reflexo do atual governo e de sua negação ao campo científico, há um estoque de mais de 400 mil comprimidos de cloroquina, ineficazes no tratamento da doença e que custaram milhares de reais aos cofres públicos, armazenados no exército. Deste modo, sem liderança e com muita desorganização, o país terá dificuldades em 2021.

Ademais, ao analisarmos o fenômeno em questão, o movimento antivacina, notamos que a desinformação e as Fake News, principalmente nos grupos de WhatsApp, contribuem para o negacionismo e a falsa ideia de malefícios quanto ao uso dos imunizantes. Isto, é devido a perda do senso crítico da sociedade para a verificação das mesmas. Uma vez que, tornou-se comum a crença em vídeos e textos na web, em detrimento de pesquisas objetivas e claras. Talvez, por serem de mais fácil acesso ou irem de encontro com o gosto de quem ouve ou lê, mesmo equivocadas em seu conteúdo. Assim, ainda prefiro, acreditar no poder da manipulação de massas pela internet e influências negativas por personalidades nacionais, ao invés, na ideia de que o movimento seja fruto de opções claras e conscientes dos indivíduos para a rejeição das mesmas. Visto que, as vacinas, ao longo da história, salvaram diversas vidas, dizimaram doenças, acabaram com o sofrimento de milhares de brasileiras/os e etc, e não seria agora, em 2021, por uma conspiração contra a humanidade, que ela não cumpriria seu papel. Por fim, saliento que, acreditar no poder das vacinas, é dar voto de confiança a todos os cientistas envolvidos no processo, é dar alívio aos profissionais da saúde que lutam diariamente para que os sonhos não sejam interrompidos e é ser bondoso e empático com aqueles que não poderão ser vacinados. Portanto, não acreditem em remédios espetaculares e falaciosos, ignorem as receitas extraordinárias das redes sociais, e ouçam apenas aqueles que estudam e doam a vida para pautarem possíveis soluções para a cura e resolução do problema enfrentado. Vacine-se, proteja sua vida e tenha amor a do próximo. *** Uma menção especial e de pura gratidão a todos os cientistas e pesquisadores brasileiros e mundiais, com um carinho especial aos paranaenses, que mesmo com os baixos recursos e desdenho por parte dos governantes e a falta de confiança de uma parcela ignorante da sociedade, seguiram firmes em busca de salvar vidas. Ainda, me estendo a todos os profissionais da saúde, que não mediram esforços para cumprirem com a missão de zelar e cuidar do próximo. Obrigado a todo o serviço prestado, vocês são os verdadeiros “MITOS" e "HERÓIS” da nação.







Sobre o autor: Renato do Santos Sant 'Anna, membro da equipe de redatores da UPES e estudante secundarista. Defensor da equidade social e de uma nação humanamente progressista. 








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